Educação, Propósito e o Futuro da Cibersegurança no Brasil
Por Paulo Mordehachvili – CEO – CECyber
Desde muito cedo, aprendi que educação não é apenas um direito — é uma força transformadora. Essa compreensão nasceu dentro da minha própria casa, marcada pela trajetória da minha mãe como professora da rede pública na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro — um lugar onde desafios e talentos convivem diariamente.
Ela sempre acreditou que cada aluno podia ir além das circunstâncias em que nasceu. Via potencial onde muitos enxergavam barreiras e tratava cada estudante com respeito, dignidade e compromisso. Não ensinava apenas conteúdos — ela iluminava caminhos.
E desde cedo me trouxe junto. Ainda criança, eu a acompanhava. Ela me fazia apoiar crianças mais novas que eu na minha escola, e com isso começava a desenvolver em mim um senso de apoio. Mais tarde, lecionei no Ibmec do Rio de Janeiro, aos 33 anos.
Não exercitamos educação por caridade — mas por compromisso. Tenho a clara percepção de que, quando alguém recebe uma oportunidade verdadeira, essa oportunidade reorganiza não só o futuro daquela pessoa, mas também o de sua família e, muitas vezes, de toda uma comunidade.
Mesmo que as experiências com a minha mãe não tenham permeado a minha carreira desde sempre, que passou por finanças e investimentos, elas moldaram meu caráter e estabeleceram um propósito. Este propósito é uma das guias que pude trazer para a CECyber, que desde a largada tem como missão desenvolver a força de trabalho da cibersegurança brasileira. Dois dos nosso quatro lemas chave são Educação como Equalizador de Oportunidades e Practice Practice Practice.
Nós estamos entregando diversas trilhas de capacitação nos maiores bancos brasileiros e outros líderes setoriais. E com isso aprendemos o que nossos alunos devem aprender.
Minha mãe acreditava na educação como instrumento de mudança.
E nós da CECyber queremos ajudar pessoas a transformarem suas vidas por meio da educação. No nosso caso, através da capacitação técnica, da formação para a carreira técnica.
Esse é o alicerce dos nossos projetos de inclusão social. Não se trata apenas de ensinar tecnologia ou preparar profissionais para o mercado digital. Trata-se de abrir portas que historicamente permaneceram fechadas, de criar rotas de mobilidade social reais e de construir oportunidades que mudam a trajetória de famílias e comunidades.
Na cibersegurança as posições são bem remuneradas, de alta importância estratégica, exigem raciocínio, disciplina, ética, capacidade analítica — mas não exigem, necessariamente, uma longa formação universitária. Certamente não exigem uma formação universitária não alinhada às necessidades do mercado. Isso abre espaço para jovens e adultos que querem recomeçar, que precisam de uma porta de entrada e que buscam construir carreiras muito boas.
Por isso escolhemos atuar aqui: porque cibersegurança é, ao mesmo tempo, uma necessidade nacional e uma grande oportunidade de inclusão produtiva. E porque, assim como minha mãe me ensinou na Rocinha, acreditamos que talento existe em todos os lugares — o que falta é acesso.
Nos últimos anos, o Brasil vive uma transformação silenciosa, porém profunda, na estrutura demográfica. O país deixa para trás a imagem clássica de uma pirâmide populacional jovem, larga na base e estreita no topo. O que se desenha agora é uma pirâmide mais “retangular”, especialmente na parte central, resultado do envelhecimento populacional e da queda na taxa de natalidade. Em um par de décadas, já veremos um retângulo praticamente, um pouco mais largo no meio.

Ao mesmo tempo, áreas técnicas — especialmente tecnologia e cibersegurança — apresentam milhares de vagas abertas, com salários competitivos, planos de carreira estruturados e urgente necessidade de talentos. Esse paradoxo revela um ponto central:
O Brasil não tem um problema de falta de trabalho. Tem um problema de falta de acesso à qualificação certa.
E é justamente aí que mora o risco — e a oportunidade.
Se não formarmos pessoas rapidamente, em escala, com qualidade e com foco no mercado, perderemos a chance de transformar essa janela demográfica em um motor de crescimento. E as empresas, por sua vez, enfrentarão um gargalo cada vez maior de mão de obra qualificada, com impacto direto em sua competitividade.
Temos uma grande oportunidade: formar, em larga escala, profissionais preparados para carreiras técnicas de alto valor. E nenhuma área representa isso de forma tão clara quanto a cibersegurança — um setor que cresce mais rápido do que a capacidade nacional de formar talentos, com salários competitivos e trilhas de carreira estruturadas e longevas.
Na CECyber, acreditamos que inclusão verdadeira exige excelência. Por isso, nossos programas sociais utilizam o mesmo padrão de qualidade que entregamos aos maiores bancos, empresas e instituições do país. Todos os alunos de projetos sociais liderados pela CECyber, independentemente de sua origem ou condição, recebem:
- a mesma metodologia aplicada no mercado corporativo;
- o mesmo rigor técnico;
- acesso a laboratórios e simulações reais;
- construção de portfólio e currículo orientado ao mercado;
- orientação para processos seletivos;
- apoio para empregabilidade e acompanhamento após a inserção no trabalho.
Nosso compromisso é formar profissionais prontos para atuar — capazes de entregar resultados desde o primeiro dia e de trilhar carreiras sustentáveis e promissoras.
Acreditamos no Brasil. Acreditamos nas pessoas.
E acreditamos que um país só se desenvolve quando sua força de trabalho tem condições reais de prosperar. A formação em cibersegurança é um exemplo claro de como é possível unir crescimento econômico, inclusão produtiva, inovação e transformação social.
Mas essa missão não pode ser realizada sozinha. Por isso, faço um chamado direto às empresas brasileiras: apoiem, financiem e promovam programas que levem qualificação de excelência a quem hoje está fora do mercado, mas quer entrar.
Isso fortalece o pipeline de talentos do país, reduz desigualdades e contribui para um ambiente econômico mais competitivo e sustentável. E a sua empresa participa do processo.
Convido você a caminhar conosco. O futuro do Brasil será definido pelo talento que conseguimos formar hoje — e estamos profundamente comprometidos em formar esse talento com excelência, responsabilidade e propósito.
Todos os nossos programas sociais são pensados para gerar impacto mensurável: empregabilidade, aumento de renda familiar, inclusão sustentável e, sobretudo, abertura real de oportunidades.
Nosso foco é criar rotas claras entre formação e mercado. Isso significa preparar nossos alunos não apenas para aprender, mas para serem contratados, performarem bem e crescerem em suas carreiras.
Nós nos comprometemos com toda a jornada — desde a exposição do projeto, captação de candidatos, seleção, capacitação, e apoio para a colocação no mercado de trabalho.
Nos últimos anos, realizamos projetos como o Cielo Tech, patrocinado pela Cielo, que formou PCDs para a área de segurança! Realizamos o Ser+Tech da Nuclea Associação, capacitando prioritariamente mulheres pretas ou pardas para a cibersegurança! Ah, um dos alunos foi contratado para entrar na equipe acadêmica da CECyber! Não é o nosso primeiro aluno contratado, aliás longe disso.
A CECyber nasce da convicção de que educação muda vidas — e quando muda vidas em escala, muda sociedades. Nosso objetivo é claro: formar a nova força de trabalho brasileira em tecnologia e cibersegurança, democratizando o acesso a carreiras de alto valor e conectando talento a oportunidade.
A construção de uma economia forte depende de uma força de trabalho preparada. E a construção de uma sociedade justa depende de acesso a oportunidades reais. Nosso país é diverso, criativo, jovem e cheio de potencial — mas precisa transformar esse potencial em realização concreta.
A formação em cibersegurança é um exemplo nítido de como é possível alinhar:
- crescimento econômico,
- inclusão produtiva,
- inovação,
- competitividade, e
- transformação social.
Não é apenas sobre tecnologia.
É sobre futuros possíveis.
É sobre dignidade.
A transformação de que o Brasil precisa não acontecerá de forma espontânea. Ela exige coordenação, investimento e visão de longo prazo. E o setor privado tem papel decisivo nesse processo.
Por isso, fazemos um convite claro e direto às empresas brasileiras:
Apoie, financie e se engaje em programas de formação que abram portas para quem está fora do mercado, mas quer entrar.
Ao fazer isso, sua organização:
- fortalece seu próprio pipeline de talentos;
- contribui para reduzir desigualdades estruturais;
- apoia o desenvolvimento econômico do país;
- reforça seu compromisso social e ESG;
- ajuda a alinhar oportunidades reais a pessoas que apenas precisam de uma chance.
Cada empresa que se engaja nessa agenda se torna parte ativa de um futuro mais inclusivo, mais competitivo e mais próspero.
A CECyber nasce da crença de que educação muda vidas — e de que, quando muda vidas em escala, muda países.
Vamos juntos trabalhar para que o Brasil não perca o momento histórico em que se encontra?
Vamos trabalhar para que jovens e adultos tenham caminhos concretos para prosperar?
Vamos trabalhar para que empresas encontrem profissionais preparados e comprometidos?
Vamos trabalhar para que a inclusão não seja discurso, mas prática! Convidamos você — líder, empresa, instituição — a trabalhar conosco.
